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Ações da MRV avançam 9% após balanço do 2T25; prejuízo na Resia contrasta com melhora no Brasil

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São Paulo, 13 de agosto de 2025 — As ações da MRV&Co (MRVE3) subiam 9,09%, a R$ 7,08, às 12h30 desta quarta-feira (13), mesmo depois de a companhia divulgar resultados considerados fracos para o segundo trimestre de 2025 (2T25). O desempenho do papel foi puxado pela recuperação das operações no Brasil, que compensou o impacto negativo da subsidiária norte-americana Resia.

No balanço apresentado em 12 de agosto, o prejuízo líquido ajustado consolidado atingiu cerca de R$ 775 milhões, derrubando em 14% o valor contábil na comparação com o trimestre anterior. O resultado foi influenciado pelo impairment de ativos da Resia, classificados como mantidos para venda desde julho.

Desempenho por região

Brasil — O segmento local registrou lucro líquido entre R$ 75 milhões (estimativa do Santander) e R$ 100 milhões (cálculo do Goldman Sachs), o primeiro resultado positivo desde o terceiro trimestre de 2024. A MRV Desenvolvimento entregou receitas acima das expectativas, enquanto a Luggo ficou abaixo do previsto. O EBITDA ajustado das operações brasileiras alcançou R$ 479 milhões, 6,9% acima das projeções do Santander.

Estados Unidos — A Resia aprofundou o prejuízo para R$ 887 milhões, superando a estimativa de R$ 826 milhões da XP. O valor refletiu o impairment já esperado, além de piora nos resultados financeiros e em participações minoritárias.

Visão dos bancos

JPMorgan — Manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 6, alegando que os números vieram em linha com o esperado.

XP — Destacou resultados mistos: perdas maiores na Resia e retomada no Brasil.

Santander — Recomendação outperform e preço-alvo de R$ 9,50, com foco na recuperação doméstica.

Morgan Stanley — Manteve postura neutra e preço-alvo de R$ 7, citando riscos ligados ao balanço e despesas financeiras maiores.

Goldman Sachs — Reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 6. O banco notou surpresa positiva na receita líquida (9% acima das suas estimativas) e no lucro bruto (12% superior), mas chamou atenção para a alavancagem, que saltou de 0,48 para 0,60 no indicador dívida líquida + parcelas de terrenos sobre o patrimônio líquido. A alavancagem total atingiu 198%, ante 171% no trimestre anterior.

Com analistas concentrados na performance no Brasil e investidores avaliando a capacidade de reduzir a alavancagem nos próximos trimestres, os papéis da construtora permaneceram entre as maiores altas do pregão.

Com informações de InfoMoney

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