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Custos do consórcio: veja quais são, como funcionam e de que forma impactam as parcelas

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Com a Selic mantida em 15% ao ano, cresceu a procura por consórcios como alternativa aos financiamentos tradicionais. Antes de aderir a um grupo, porém, especialistas recomendam atenção aos diferentes itens que compõem o preço final da modalidade. O InfoMoney ouviu Francis Silva, CFO do Mycon Consórcios, que detalhou cada cobrança.

Taxa de administração é o maior custo

Principal despesa do consórcio, a taxa de administração remunera a gestora pelo trabalho de organizar assembleias, sorteios e administrar o fundo comum. O percentual incide sobre o valor da carta de crédito e varia conforme o prazo:

  • Consórcios imobiliários (18 a 20 anos): média de 25%;
  • Consórcios de veículos (cerca de 8 anos): média de 16%.

Segundo Silva, nem sempre a cobrança é distribuída de forma linear. Algumas administradoras concentram parte maior da taxa nas primeiras prestações, o que diminui o valor destinado ao fundo comum no início do grupo. Isso pode reduzir contemplações iniciais e, em caso de desistência, deixar menos recursos a devolver ao consorciado.

Fundo de reserva

Normalmente fixado entre 2% e 3% do crédito contratado, o fundo de reserva cobre eventuais litígios, inadimplência ou gastos inesperados. Ao término do consórcio, o saldo remanescente é repartido entre os participantes, proporcionalmente às cotas.

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Seguros

Duas apólices podem aparecer nas parcelas, ambas calculadas sobre o saldo devedor (aproximadamente 4%):

  • Prestamista: quita as parcelas caso o titular morra ou perca capacidade de pagamento por doença ou perda de renda.
  • Quebra de garantia: cobre inadimplência em geral. Algumas gestoras incluem o seguro desde o início; outras, apenas após a contemplação.

Reajustes periódicos

Para manter o poder de compra da carta, as administradoras realizam atualizações regulares dos valores. As regras de correção variam em cada contrato.

Custos na contemplação

Antes de liberar o crédito, a administradora analisa a capacidade financeira do consorciado, processo que pode gerar taxa de cadastro. Há ainda gastos específicos conforme o bem:

  • Imóveis: laudo de avaliação;
  • Veículos: registro de alienação no Detran.

Essas despesas podem ser abatidas do valor da carta, explica Silva.

Com informações de InfoMoney

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