Um levantamento publicado pelo Financial Times indica que os recentes cortes em pacotes de assistência financeira internacional foram recebidos com pouca contestação pública por parte de governos africanos.
Segundo o documento, instituições financeiras multilaterais enfrentam dificuldades para emitir dívidas em larga escala que possam compensar a redução dos aportes. Há, contudo, espaço para o Japão ampliar a oferta de empréstimos públicos sem elevar o gasto total, aponta o estudo.
As Instituições de Financiamento ao Desenvolvimento (DFIs, na sigla em inglês) seguem como fonte essencial de crédito para empresas que não conseguem atrair capital privado em seus países de origem. O relatório cita ainda iniciativas pontuais, como a distribuição, pelo governo do Malawi, de tablets com recursos de ensino adaptativo voltados ao reforço de alfabetização e matemática básica em todo o território nacional.
No setor de energia, nações africanas avaliam a modernização de redes elétricas antigas, a adoção de sistemas de baixo carbono e até a expansão da energia nuclear para suprir a demanda crescente. Já na agricultura, o consultor econômico Wandile Sihlobo ressalta que os cortes na ajuda externa dificultam o aumento da produção de grãos, pressionando a segurança alimentar.
Imagem: Getty via ft.com
Com informações de Financial Times
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