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Lyle Menendez, 57, teve o pedido de liberdade condicional rejeitado na sexta-feira (14) pelo Conselho Estadual de Audiências de Liberdade Condicional da Califórnia, um dia depois de o irmão Erik, 54, receber decisão idêntica. Ambos estão presos desde março de 1990 pelo assassinato dos pais, José e Kitty Menendez, ocorrido em 20 de agosto de 1989, em Beverly Hills.
A sessão que avaliou Lyle durou mais de 11 horas e foi transmitida por videoconferência a partir da penitenciária de San Diego, onde ele cumpre pena. Segundo os comissários, o detento ainda representa risco à sociedade. Argumentos como a “natureza insensível” dos assassinatos e tentativas de encobrir o crime, além do uso reiterado de celulares contrabandeados na prisão, foram decisivos para a negativa.
Na véspera, Erik passou por audiência de 10 horas e também teve a soltura vetada. A legislação californiana permite que ambos façam novo pedido dentro de três anos.
Condenação marcante
Os irmãos admitiram ter disparado espingardas calibre 12 contra os pais enquanto eles assistiam TV. À época, Lyle tinha 21 anos e Erik, 18. A defesa alegou legítima defesa após anos de abuso sexual e emocional. Promotores, porém, sustentaram que o crime foi premeditado e motivado pela herança milionária da família.
Em 1996, o júri condenou os dois por homicídio qualificado a duas penas de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. Em maio deste ano, a sentença foi convertida para 50 anos a prisão perpétua, com possibilidade de soltura, graças a uma lei estadual que reavalia casos de réus com menos de 26 anos à época do delito.
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Repercussão midiática
O caso voltou a ganhar destaque após a estreia, em 2022, da série documental “Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais”, na Netflix, que relembra o julgamento de grande repercussão nos anos 1990.
Imagem: infomoney.com.br
Durante a audiência, Lyle declarou estar “profundamente arrependido” pelo sofrimento provocado. A comissária Julie Garland reconheceu o remorso, mas citou “traços de personalidade antissociais”, como engano e quebra de regras, para justificar a manutenção da pena.
Parentes próximos compareceram às duas sessões para apoiar a libertação, dizendo buscar a recuperação familiar. Por enquanto, entretanto, os irmãos permanecerão cumprindo pena em presídios californianos.
Com informações de InfoMoney
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