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Renegociação de dívidas por jovens dispara e soma 1,5 milhão de acordos em 2025

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Jovens brasileiros entre 18 e 25 anos firmaram mais de 1,5 milhão de renegociações de dívidas nos primeiros sete meses de 2025, segundo levantamento da Serasa. O número representa alta de 49% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 1 milhão de acordos.

Crédito fácil atrai, mas pode virar problema

Para o professor Ricardo Teixeira, coordenador do MBA de Gestão Financeira da FGV, o avanço está ligado principalmente à facilidade de acesso ao crédito, intensificada pela expansão do empréstimo consignado, descontado diretamente na folha de pagamento.

“Esse acesso funciona como chamariz para quem ainda não enfrentou a necessidade de renegociar. Quando a cobrança chega, muitos percebem que não conseguem arcar com o compromisso”, afirma Teixeira.

Mercado de trabalho instável

O especialista acrescenta que a rotatividade de vagas também pesa no bolso dos jovens. “O mercado está mais volátil e a oferta de mão de obra nessa faixa etária gera troca constante de emprego, dificultando a manutenção de renda estável”, diz.

História que se repete

O estagiário de Comunicação Andrew Alves, 22 anos, ilustra a estatística. Ele cedeu o cartão de crédito aos pais para abrir uma barraca de sopas. O negócio não vingou, as faturas se acumularam e ele buscou negociar. “Achei desconto de R$ 1 mil à vista, mas não tenho como pagar de uma só vez”, conta.

Outro levantamento da Serasa, com 2.923 entrevistados entre 18 e 29 anos, mostra que 39% contribuem ou dividem despesas familiares, o que aumenta a exposição dessas pessoas ao endividamento.

Orientação para não cair em armadilhas

Na hora de renegociar, Ricardo Teixeira recomenda analisar minuciosamente o contrato: verificar se o valor cobrado é justo, checar o saldo devedor total e questionar cada item apresentado pelo banco. “Depois de assinar, a dívida passa a ser o valor do novo contrato”, alerta.

Samuel Barros, reitor do Ibmec-Rio, reforça que o acordo deve caber no orçamento. Ele sugere buscar redução de taxas, alongar prazos e, se surgir dinheiro extra, quitar as últimas parcelas primeiro para reduzir juros.

Planejamento desde o primeiro salário

Barros aconselha quem tem carteira assinada a usar funções de bancos digitais que fazem transferências automáticas para poupança com bloqueio por período definido. Para trabalhadores sem vínculo CLT, a recomendação é dividir a renda em três partes: uma reserva de emergência equivalente a três a seis meses de gastos, outra para despesas diárias e uma terceira para objetivos de consumo, como viagens.

Sem organização, advertem os especialistas, o jovem acaba recorrendo repetidamente a renegociações e assume compromissos que comprometem o futuro.

Com informações de InfoMoney

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