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Planalto reorganiza equipe na CPI do INSS e tenta convocar Bolsonaro para dividir foco das investigações

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Após perder a presidência e a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS para parlamentares da oposição, o Palácio do Planalto montou uma nova estratégia de contenção de danos. A articulação inclui a criação de uma tropa de choque governista, a defesa de uma linha do tempo que atribua a origem das fraudes ao período do ex-presidente Jair Bolsonaro e o monitoramento rigoroso de requerimentos de convocação.

Reação após revés na instalação

A eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência e do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) para a relatoria, na quarta-feira (data da instalação), contrariou os planos do governo, que contava com o senador Omar Aziz (PSD-AM) e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para esses postos. Desde então, o Planalto realizou sucessivas reuniões para reorganizar a base.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi designado para coordenar a atuação governista na CPI. Ele se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e, na noite de quarta-feira, foi chamado ao Palácio da Alvorada para discutir o tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alvos de convocação

Com 32 integrantes, a comissão conta, segundo cálculos do Planalto, com apenas 16 ou 17 parlamentares alinhados ao governo. Esse placar apertado levou a base a priorizar duas frentes:

  • proteger Frei Chico, irmão de Lula e ligado ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), citado em relatório da Controladoria-Geral da União sobre possíveis fraudes;
  • propor a convocação de ex-integrantes do governo Bolsonaro, entre eles o ex-presidente, o ex-ministro Onyx Lorenzoni, o ex-chefe do INSS José Carlos Oliveira e o senador Rogério Marinho (PL-RN).

Petistas já apresentaram requerimento para ouvir Bolsonaro, alegando que ele foi informado das irregularidades durante a transição de governo, em 2022. A oposição, por sua vez, pressiona pela presença de Frei Chico, embora ele não seja investigado e o sindicato negue qualquer irregularidade.

Defesa da gestão atual

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, é cotado para comparecer à CPI e explicar as ações adotadas pelo governo desde que o esquema veio à tona: suspensão de pagamentos suspeitos, ajustes no sistema do INSS para coibir fraudes e restituição de R$ 1 bilhão a 1,6 milhão de beneficiários que sofreram descontos indevidos.

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Imagem: infomoney.com.br

Ajustes na composição da comissão

Para evitar novas derrotas, líderes governistas estudam substituir suplentes pouco confiáveis por parlamentares mais alinhados. A ausência de membros do MDB na sessão de instalação expôs falhas de coordenação, reconhecidas por Gleisi Hoffmann em reunião com a base, também no Planalto.

Oposição com mais de 300 requerimentos

O senador Izalci Lucas (PL-DF) informou ter protocolado mais de 320 pedidos de informação. Segundo ele, o objetivo é esclarecer responsabilidades sem transformar a CPI em disputa pessoal entre Lula e Bolsonaro.

O governo ainda busca assumir a vice-presidência do colegiado para equilibrar forças e reforçar a narrativa de que o esquema se originou antes da atual gestão.

Com informações de InfoMoney

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