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Resultados da Nvidia serão o próximo teste para Wall Street após rali motivado pelo Fed

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Os investidores voltam as atenções para a Nvidia nesta semana. A companhia divulga os números do segundo trimestre fiscal na quarta-feira (27), depois do fechamento dos mercados, em meio a um clima de otimismo renovado após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizar cortes de juros à frente.

Na sexta-feira (22), o S&P 500 registrou seu melhor desempenho desde maio, recuperando-se de cinco sessões de quedas – a pior sequência desde janeiro – e ficando a menos de dois pontos de um recorde histórico. A reação positiva veio logo após Powell indicar que a primeira redução do custo de crédito pode estar próxima.

Importância da fabricante de chips

Com participação de quase 8% no S&P 500, a Nvidia se tornou o maior peso do índice. Cerca de 40% de sua receita provém de quatro gigantes de tecnologia – Meta, Microsoft, Alphabet e Amazon – o que faz do balanço da companhia um evento capaz de influenciar todo o mercado.

“Qualquer sinal de força adicional pode incendiar a bolsa”, afirmou Eric Beiley, diretor executivo da Steward Partners, que mantém ações da empresa, mas já montou proteções após a forte valorização recente. Ele alerta para o risco de o investimento em inteligência artificial (IA) estar no auge e de um guidance mais cauteloso abalar o sentimento dos investidores.

Para Kim Forrest, diretora de investimentos da Bokeh Capital Partners, a pressão permanece elevada. “Grande parte do mercado nos últimos anos se sustentou em Nvidia e suas parceiras”, disse.

Expectativas de Wall Street

Analistas projetam lucro ajustado de US$ 1,01 por ação, avanço anual de 48%, e receita de US$ 46 bilhões, alta de 54% em relação ao mesmo período de 2024. Operadores de opções precificam um movimento em torno de 6% para qualquer lado após a divulgação.

Na última sessão, os papéis da Nvidia subiram 1,7%, interrompendo três quedas consecutivas e aproximando-se 3% do recorde histórico de agosto. Mesmo com juros mais baixos no horizonte – fator que costuma favorecer ações de crescimento – o debate sobre avaliação permanece. O S&P 500 negocia a cerca de 22 vezes o lucro projetado, acima da média de 10 anos (19x). Já a Nvidia está em 34x, inferior à média de 39x dos últimos cinco anos.

Desafios externos

A China desponta como um dos principais obstáculos. O governo dos Estados Unidos autorizou Nvidia e AMD a retomar vendas no país, desde que 15% da receita seja destinada ao Tesouro norte-americano. Pequim, porém, orientou empresas locais a evitarem o chip H20, desenvolvido especificamente para o mercado chinês, segundo o site The Information. Há relatos de que a Nvidia teria solicitado aos fornecedores a suspensão temporária da produção do modelo.

“Havia a expectativa de que a Nvidia voltasse a vender na China”, lembrou Michael O’Rourke, estrategista da Jonestrading. De acordo com ele, Washington considera o H20 praticamente obsoleto, o que foi visto como insulto por Pequim, além de levantar temores sobre possíveis brechas de espionagem.

Alvos de preço e próximos indicadores

Mesmo com as incertezas, pelo menos nove analistas elevaram seus preços-alvo para a ação na semana passada, fixando a média acima de US$ 194 – cerca de 9% acima do fechamento de sexta-feira (US$ 178).

Além do balanço da Nvidia, o mercado acompanhará na sexta-feira (29) o índice de gastos com consumo (PCE), métrica de inflação preferida do Fed. Ainda assim, segundo gestores, é o desempenho da fabricante de chips que deve definir o humor de Wall Street no curto prazo.

Com informações de InfoMoney

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