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A Justiça Federal da Argentina abriu investigação sobre um suposto esquema de corrupção que envolveria pessoas próximas ao presidente Javier Milei, entre elas a irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei. O caso ganhou força depois da divulgação, na quarta-feira (20), de áudios que apontam pagamento de propina para a liberação de compras de medicamentos pela Agência Nacional de Deficiência (Andis).
Mandados de busca
Na sexta-feira (22), o juiz federal Sebastián Casanello expediu 15 mandados de busca, inclusive na sede da Andis. Durante a operação, foram apreendidos dois telefones celulares e uma máquina de contar dinheiro na casa do então diretor da agência, Diego Spagnuolo, afastado do cargo na quinta-feira (21) após o vazamento das gravações.
Apesar das diligências, Casanello não determinou prisões até o momento.
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O que dizem os áudios
Os arquivos sonoros, publicados pelo portal Data Clave, atribuem a Spagnuolo a afirmação de que o suposto esquema renderia entre 500 mil e 800 mil pesos por mês. Ele menciona Karina Milei e o subsecretário de Gestão Institucional, Eduardo “Lule” Menem, como beneficiários da cobrança irregular para autorizar contratos de compra de medicamentos. Segundo as gravações, o próprio presidente teria sido informado da prática.
Negativas e contraponto
Na segunda-feira (25), Eduardo Menem negou qualquer participação e classificou o material como “operação política grosseira do kirchnerismo”. A declaração foi publicada nas redes sociais e posteriormente compartilhada por Javier Milei. Até agora, Karina Milei não se manifestou publicamente.
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Origem da ação judicial
As medidas foram motivadas por denúncia do advogado Gregorio Dalbón, que também representa a ex-presidente Cristina Kirchner em outros processos. Ele pediu investigação de Spagnuolo, Karina Milei, Eduardo Menem e de executivos da distribuidora Suizo Argentina pelos crimes de administração fraudulenta, estelionato, suborno e negociações incompatíveis com a função pública.

Imagem: Anita Pouchard Serra / Bloomberg News via valor.globo.com
Antecedentes de controvérsia
Este não é o primeiro episódio que gera desgaste para o governo Milei. Em fevereiro, o presidente promoveu uma memecoin que entrou em colapso, ocasionando perdas estimadas em US$ 250 milhões. Em abril, a Bloomberg News revelou jantares pagos, organizados por Milei e sua irmã antes da campanha eleitoral, que teriam arrecadado até US$ 20 mil por evento.
Os recentes escândalos ocorrem a pouco mais de dois meses das eleições legislativas de outubro, em meio à tentativa do governo de manter apoio popular mesmo após cortes agressivos de gastos.
Com informações de Valor Econômico
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