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Maioria dos franceses pede novas eleições e saída de Macron, apontam pesquisas

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Três pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (27) indicam que a grande maioria dos franceses deseja eleições legislativas antecipadas e, em menor escala, presidenciais, enquanto o governo minoritário do primeiro-ministro François Bayrou corre o risco de desabar no mês que vem.

Levantamentos realizados por Ifop, Elabe e Toluna Harris Interactive revelam que entre 56% e 69% dos entrevistados defendem a dissolução da Assembleia Nacional. Dois terços dos participantes das sondagens da Ifop e da Elabe também declararam que o presidente Emmanuel Macron deveria renunciar caso Bayrou seja derrotado no voto de confiança previsto para 8 de setembro.

A pesquisa da Toluna Harris Interactive, feita para a emissora RTL, mostrou ainda que 41% dos eleitores preferem ver o partido de extrema-direita Rassemblement National (RN) comandando o próximo governo, embora sem maioria parlamentar. Outros 59% rejeitam a ideia de um primeiro-ministro ligado ao RN, enquanto 38% apoiariam um chefe de governo sem carreira política tradicional.

O impasse político se acirrou após Bayrou anunciar, na segunda-feira, que submeterá seu plano orçamentário para 2026 a um voto de confiança. A medida, que prevê um aperto fiscal de € 44 bilhões, provocou forte queda nas ações e nos títulos franceses. Partidos de oposição já confirmaram que votarão contra o Executivo.

Caso o governo seja derrubado, Macron poderá nomear imediatamente um novo primeiro-ministro ou convocar eleições legislativas extraordinárias. Alguns opositores também pedem sua renúncia, hipótese que o presidente descartou na semana passada, assim como eleições antecipadas. Em 2024, ele já havia perdido o então premiê Michel Barnier em outro voto de desconfiança sobre o orçamento, apenas três meses após uma eleição legislativa também antecipada.

O plano de Bayrou pretende reduzir o déficit público, que atingiu 5,8% do PIB no ano passado — quase o dobro do teto de 3% fixado pela União Europeia. Entre as medidas, estão o fim de dois feriados nacionais e o congelamento da maioria dos gastos do governo. Embora concordem com o diagnóstico de que o déficit e a dívida são elevados, partidos de esquerda defendem taxar mais os mais ricos, enquanto a extrema-direita quer concentrar cortes em políticas de migração.

Para analistas do Morgan Stanley, tanto a eventual troca de primeiro-ministro quanto a convocação de eleições tendem a prolongar a incerteza, sem garantia de que o próximo gabinete conseguirá aprovar o orçamento em tempo, sobretudo à medida que se aproximam as eleições municipais de março de 2026.

Eleito em 2017 com a promessa de romper a divisão entre esquerda e direita, Macron enfrentou sucessivas crises — de protestos de rua à pandemia de covid-19 e à escalada inflacionária — sem conseguir reduzir significativamente o nível de gasto público. Novas manifestações estão marcadas para 10 de setembro, dois dias depois do voto de confiança, organizadas por grupos diversos e apoiadas por partidos de esquerda e alguns sindicatos.

Com informações de Valor Econômico

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