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Áudio de propina envolve Karina Milei e pressiona governo argentino às vésperas das eleições

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A Casa Rosada enfrenta seu maior abalo político desde a posse de Javier Milei. Um áudio atribuído a Diego Spagnuolo, ex-titular da Agência Nacional para a Deficiência (Andis), acusa a secretária-geral da Presidência e irmã do chefe do Executivo, Karina Milei, de cobrar propinas de indústrias farmacêuticas para liberar contratos com o governo.

Na gravação, vazada em 20 de junho, Spagnuolo afirma que o esquema envolveria também o subsecretário de Gestão Institucional, Eduardo “Lule” Menem, primo do presidente da Câmara, Martín Menem. Segundo o ex-funcionário, o grupo exigia até 8% do faturamento das empresas, gerando cerca de US$ 800 mil (R$ 4,3 milhões) por mês. Karina ficaria com 3% a 4% desse montante.

Spagnuolo diz ter descoberto a prática após encontro com Lule Menem, quando foi instruído a contratar nomes indicados pelo Palácio. “Estão roubando. Você pode fingir que não sabe, mas não joguem o problema para mim, tenho todos os WhatsApps de Karina”, afirma o ex-dirigente em trecho do áudio. Ele alega ainda ter relatado o caso ao próprio presidente, informação negada pelo governo.

Investigações e operações de busca

No dia seguinte ao vazamento, Spagnuolo foi demitido. A sede da Andis e a distribuidora Suizo Argentina — apontada como intermediária na venda de medicamentos ao Estado — sofreram buscas e apreensão. Celulares de Spagnuolo e dos sócios da empresa, Emmanuel e Jonathan Kovalivker, foram recolhidos; os aparelhos destes últimos foram entregues desligados, sem senha.

O caso está sob responsabilidade do juiz federal Sebastián Casanello, que proibiu a saída dos investigados do país. A perícia vai determinar a autenticidade dos áudios.

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Imagem: infomoney.com.br

Repercussão política

O advogado Gregorio Dalbón, que defende a ex-presidente Cristina Kirchner, apresentou a denúncia ao Judiciário, falando em “matriz de corrupção”. O escândalo surge a duas semanas da eleição para a província de Buenos Aires — lar de um terço do eleitorado — e a dois meses do pleito legislativo nacional.

Javier Milei apareceu sorridente ao lado da irmã nesta segunda-feira (24), mas evitou comentar as acusações. O chefe de Gabinete, Guillermo Francos, classificou o episódio como “perseguição política”. Já Martín Menem declarou: “Ponho as mãos no fogo por Lule Menem e Karina Milei”. Parlamentares discutem a abertura de uma CPI para apurar o caso, o que pode aumentar a pressão sobre o governo.

Com informações de InfoMoney

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