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CPMI do INSS opõe governo e oposição sobre convocações de Bolsonaro e irmão de Lula

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Deputados da base governista foram chamados ao Palácio do Planalto para uma reunião com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, na tentativa de alinhar estratégias antes da apresentação do plano de trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, marcada para esta terça-feira, 26.

A prioridade do governo é aprovar a convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro para depor na comissão. Já a oposição pretende levar à CPMI Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das entidades investigadas por suspeita de fraudes em descontos de benefícios. Até o momento, não há registro de investigação que relacione Frei Chico ao esquema.

Disputa de cargos reacende tensão

Na semana passada, a oposição surpreendeu o governo ao garantir a presidência da CPMI para o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e a relatoria para o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). A manobra contrariou entendimento prévio entre líderes governistas e as mesas diretoras da Câmara e do Senado.

Gaspar apresentará amanhã o plano de trabalho e escolherá quais requerimentos de convocação serão analisados primeiro. Entre eles estão os pedidos para ouvir Bolsonaro, Frei Chico e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Argumentos de cada lado

O deputado Izalci Lucas (PL-DF), da oposição, afirma que o objetivo é dar transparência às investigações “independentemente de questão partidária”. Segundo ele, todas as administrações, inclusive a de Bolsonaro, serão examinadas: “Tem que ouvir todo mundo, doa a quem doer”, declarou.

Já o deputado Rogério Correia (PT-MG) classificou como erro a derrota governista na formação da CPMI e disse confiar que a base aliada mostrará maioria na votação dos requerimentos. Ele questiona a convocação de Frei Chico, lembrando que o irmão de Lula só assumiu a vice-presidência do Sindnapi em 2024, e defende a presença de Bolsonaro e Moro na lista de depoentes, pois, segundo ele, “toda fraude foi denunciada por servidores do INSS na gestão Bolsonaro”.

Com as primeiras deliberações previstas para esta terça-feira, a CPMI do INSS inicia seus trabalhos sob forte disputa política e sem prazo definido para conclusão.

Com informações de InfoMoney

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