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Investidores têm direcionado a atenção para o cenário político de 2026, relegando a situação fiscal a segundo plano. A postura ganhou força nas últimas semanas, quando o chamado “radar Kassab” — referência às articulações do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab — passou a exercer influência maior sobre as expectativas do mercado do que a própria trajetória da dívida pública.
Analistas apontam que, conforme as eleições presidenciais se aproximam, qualquer sinal de formação de alianças ou movimentação partidária ganha destaque imediato nos preços de ativos. Nesse contexto, as negociações envolvendo Kassab são acompanhadas de perto, pois podem indicar a configuração de blocos de apoio que terão peso na futura agenda econômica.
Embora o quadro fiscal siga frágil, com a dívida bruta em patamar elevado, operadores relatam menor sensibilidade às estatísticas fiscais de curto prazo. Relatórios de casas de investimento mostram que menções ao tema político superaram, em volume e relevância, comentários sobre o endividamento nas últimas divulgações.
Para gestores, a percepção é de que o resultado eleitoral determinará, em grande medida, o rumo das políticas para conter o déficit. Assim, decisões de alocação se baseiam mais na leitura das alianças eleitorais do que em indicadores tradicionais de solvência.
Imagem: Wenderson Araujo via valor.globo.com
O setor financeiro, portanto, monitora cada declaração de Kassab e de outras lideranças partidárias, avaliando possíveis impactos sobre reformas, teto de gastos e manutenção de regras fiscais a partir de 2027. Esse movimento explica o atual descompasso entre a relevância atribuída à política e à dívida pública nas mesas de operação.
Com informações de Valor Econômico
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