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Rio de Janeiro – Um grupo anfíbio da Marinha dos Estados Unidos, acompanhado por três destróieres com sistema de mísseis guiados Aegis, tem chegada prevista para este domingo (24) ao litoral da Venezuela, intensificando o clima de confronto entre Washington e o governo de Nicolás Maduro.
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ToggleMovimentação militar norte-americana
Segundo autoridades dos EUA, o deslocamento inclui o Amphibious Ready Group Iwo Jima, que transporta cerca de 4.500 marinheiros, e a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, formada por 2.200 soldados. A operação ficará sob responsabilidade do Comando Sul (Southcom).
A frota poderá ainda contar com um submarino de ataque de propulsão nuclear, um cruzador lança-mísseis e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon, de acordo com informações divulgadas pela CNN na sexta-feira (15).
Justificativa de Washington
Desde 2020, Washington acusa integrantes de alto escalão do governo venezuelano de participarem de tráfico de drogas por meio do chamado Cartel de Los Soles, atribuindo até mesmo ao presidente Maduro envolvimento direto em operações de narcoterrorismo. A Casa Branca afirma que “utilizará todos os elementos do poder” para impedir a entrada de entorpecentes em território norte-americano.
Maduro foi formalmente indiciado nos EUA há quatro anos, e o Departamento de Justiça oferece recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura – valor duplicado em relação a janeiro de 2025.
Resposta de Caracas
O presidente venezuelano rejeita as acusações, classificando-as como “campanha de difamação” e defendendo que Washington deveria concentrar esforços em reduzir o consumo doméstico de drogas. No sábado (23), a vice-presidente Delcy Rodríguez convocou a população a se alistar na Milícia Bolivariana dentro do chamado Plano Nacional de Soberania e Paz Simón Bolívar. Imagens da emissora estatal TeleSur mostraram filas em praças Bolívar e unidades militares, com participação expressiva de idosos.
Apelos internacionais
Na quinta-feira (21), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que EUA e Venezuela “reduzam as tensões” e busquem solução pacífica para o impasse. A declaração foi transmitida pela porta-voz Daniela Gross De Almeida.
Imagem: infomoney.com.br
Capacidade militar dos dois países
As Forças Armadas norte-americanas contam com 1,3 milhão de militares ativos, 800 mil reservistas, mais de 13 mil aeronaves e um arsenal superior a 5 mil ogivas nucleares. Já a Venezuela possui cerca de 377 mil integrantes entre efetivo e reserva, 128 aeronaves em operação e 34 embarcações navais, além das Milícias Bolivarianas.
O envio da força naval ocorre após uma série de medidas de pressão econômica e diplomática, entre elas sanções impostas ao setor de energia venezuelano em 2019. Em julho deste ano, ambos os países chegaram a trocar prisioneiros em acordo mediado por El Salvador, mas as conversas diplomáticas foram interrompidas em meio a divergências internas na administração Trump.
Até o momento, não há indicação pública de recuo por parte de nenhum dos lados, e a chegada do agrupamento naval poderá representar o ponto mais delicado da crise desde o início das acusações de narcotráfico contra o presidente venezuelano.
Com informações de InfoMoney
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