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EUA deslocam navios de guerra e elevam pressão militar sobre Maduro

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O governo Donald Trump intensificou a presença militar no Caribe e aumentou a retórica contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, classificado pela Casa Branca como líder de um “cartel narco-terrorista”. Navios de guerra, aeronaves de vigilância e tropas de fuzileiros navais dos Estados Unidos seguem em direção às proximidades da Venezuela, ampliando o risco de confronto armado.

No mês passado, Trump assinou uma diretriz secreta que autoriza o Pentágono a empregar força militar contra cartéis latino-americanos identificados como organizações terroristas. Na mesma ocasião, Washington declarou que um grupo criminoso venezuelano seria um cartel terrorista comandado por Maduro e reiterou que o governo em Caracas é ilegítimo.

Deslocamento naval

Desde então, o Pentágono transferiu meios navais para o sul do Caribe. Segundo oficiais de defesa, até três destróieres da classe Arleigh Burke, cada um equipado com mais de 90 mísseis, estão a caminho da região. A frota inclui ainda o grupo anfíbio Iwo Jima, com 4.500 marinheiros, a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, formada por 2.200 soldados, além de aeronaves de patrulha P-8 e um submarino não identificado.

Um oficial comparou o uso desse armamento pesado contra traficantes a “levar um obus para uma briga de facas”. Normalmente, interceptações de embarcações suspeitas são conduzidas pela Marinha sob comando temporário da Guarda Costeira, para respaldo jurídico; o tamanho da mobilização atual indica planos que podem ir além de operações policiais.

Resposta de Caracas

Na segunda-feira, Maduro anunciou o envio de 4,5 milhões de integrantes da Milícia Bolivariana para “defender mares, céus e terras” venezuelanas contra qualquer incursão. No sábado (23), a vice-presidente da Venezuela convocara a população a alistar-se na força auxiliar.

Posicionamento da Casa Branca

Questionada na terça-feira sobre a movimentação e sobre a possibilidade de tropas em solo venezuelano, a porta-voz Karoline Leavitt destacou que Maduro foi indiciado por tráfico de drogas nos EUA. “O presidente está preparado para usar todos os elementos do poder americano para impedir que drogas inundem nosso país e levar os responsáveis à Justiça”, afirmou.

Impasses legais e estratégicos

Especialistas apontam contradições nos objetivos de Washington. Ao mesmo tempo que busca pressionar Maduro e combater cartéis, o governo precisa da colaboração de Caracas para receber migrantes venezuelanos deportados. Há ainda dúvidas jurídicas sobre a aplicação das regras de guerra, que permitem ações letais sem ameaça imediata, ou se a operação se limitará ao reforço de atividades policiais.

Brian Finucane, ex-advogado do Departamento de Estado, afirmou que iniciar um conflito sob pretexto de combate a drogas não configuraria autodefesa. Ele lembrou que, neste ano, Trump recorreu à Alien Enemies Act, de 1812, para justificar deportações sumárias de membros do cartel Tren de Aragua para uma prisão de segurança máxima em El Salvador, medida posteriormente barrada pela Justiça. Agências de inteligência dos EUA não veem ligação direta de Maduro com esse grupo.

Os detalhes da operação permanecem sob sigilo. O acúmulo de forças, contudo, sinaliza que os Estados Unidos avaliam ações que podem levar a um confronto direto com a Venezuela.

Com informações de InfoMoney

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