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As associações europeias de montadoras e de fornecedores automotivos enviaram, nesta quarta-feira (27), uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitando a flexibilização das atuais metas de redução de dióxido de carbono (CO₂) para veículos de passeio e comerciais leves.
No documento, assinado por Ola Kaellenius, presidente-executivo da Mercedes-Benz, e Matthias Zink, presidente da Schaeffler, os executivos afirmam continuar comprometidos com a meta de neutralidade de carbono da União Europeia (UE) até 2050. Contudo, alegam que cumprir as exigências intermediárias — corte de 55% nas emissões dos carros e de 50% nas vans até 2030, chegando a 100% de redução para ambos em 2035 — “já não é viável” nas condições atuais.
Entre os obstáculos citados estão a dependência quase total da Ásia para o fornecimento de baterias, a infraestrutura de recarga considerada insuficiente, custos de produção mais altos na Europa e as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos veículos do bloco.
Os signatários defendem que, embora os veículos elétricos de bateria devam liderar a transição, o caminho até 2050 também precisa contemplar híbridos, modelos com extensor de autonomia, motores a combustão interna de alta eficiência, hidrogênio e combustíveis com baixo teor de carbono. Para eles, mandatos legais rígidos e multas não serão suficientes para impulsionar a mudança.
Hoje, os carros elétricos representam cerca de 15% das vendas de automóveis novos na UE, enquanto as vans elétricas respondem por 9%. Segundo as associações, alcançar os objetivos de 2030 e 2035 nessas condições é impraticável.
Imagem: valor.globo.com
A carta também pede a revisão das regras de CO₂ para caminhões e ônibus pesados. Em março, a Comissão Europeia já havia concedido prazo adicional às montadoras para as metas de 2025, e integrantes do grupo de centro-direita de von der Leyen defendem a revogação da proibição, programada para 2035, dos motores a combustão interna.
Von der Leyen deve receber executivos do setor automotivo em 12 de setembro, em Bruxelas, para discutir o futuro da indústria diante da concorrência chinesa nos veículos elétricos e das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Com informações de Valor Econômico
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