Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram, com auxílio de inteligência artificial, dois compostos inéditos que se mostraram eficazes contra cepas resistentes de Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) e Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). O trabalho foi descrito na revista Cell.
Segundo o estudo, a IA projetou as moléculas átomo por átomo. Em testes de laboratório e em modelos animais, ambos os candidatos eliminaram as chamadas superbactérias.
Como a pesquisa foi conduzida
A equipe alimentou o sistema de IA com a estrutura química de compostos já conhecidos e dados sobre sua capacidade de inibir diferentes espécies bacterianas. A partir desse treinamento, o algoritmo avaliou 36 milhões de substâncias, incluindo moléculas nunca catalogadas.
Duas abordagens foram adotadas:
- Na primeira, a IA partiu de fragmentos químicos de 8 a 19 átomos para construir novas moléculas;
- Na segunda, recebeu liberdade total para criar desde o início.
Durante o processo, os cientistas descartaram compostos muito parecidos com antibióticos atuais, substâncias que lembrassem produtos de limpeza ou que apresentassem potencial toxicidade para humanos.
Imagem: wirestock/Freepik via infomoney.com.br
Próximos passos
Embora promissores, os novos antibióticos ainda precisam passar por anos de refinamento e testes clínicos antes de chegar ao mercado. O professor James Collins, do MIT, afirmou que a tecnologia “permite criar moléculas de forma barata e rápida”, mas estimou pelo menos mais dois anos de trabalho até o início dos ensaios em humanos.
O avanço surge em um cenário de escassez de novos antibióticos e aumento da resistência bacteriana, responsável por mais de um milhão de mortes anuais no mundo.
Com informações de InfoMoney
Ofertas da Lojinha







