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Tanques do Exército de Israel entraram na noite de terça-feira (26) no bairro de Ebad-Alrahman, na periferia norte da Cidade de Gaza, destruindo casas e obrigando moradores a fugir, relataram testemunhas nesta quarta-feira (27).
O ataque ocorreu após manifestações em várias cidades israelenses pedirem o fim da guerra e intensificou a pressão externa sobre o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, já criticado pela explosão em um hospital que deixou 20 mortos, entre eles cinco jornalistas.
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ToggleMoradores fogem do fogo cruzado
Segundo o ex-construtor Saad Abed, de 60 anos, as forças israelenses avançaram repentinamente. “Se não houver trégua, veremos os tanques na porta de casa”, disse ele, que vive na Rua Jala, a cerca de um quilômetro do ponto de incursão.
Israel afirma preparar uma nova ofensiva contra a Cidade de Gaza, classificada como “último reduto do Hamas”. Aproximadamente metade dos 2 milhões de habitantes do enclave reside na área, e autoridades israelenses disseram que a população será instruída a se retirar. Líderes religiosos locais, no entanto, declararam que permanecerão para cuidar de civis que não conseguirem deixar a região.
Movimentação militar e baixas
Depois do avanço, parte dos blindados recuou para Jabalia, onde tropas operam há meses. Mesmo assim, bairros a leste da cidade — Shejaia, Zeitoun e Sabra — continuaram sob bombardeio. O Ministério da Saúde de Gaza informou ao menos 20 mortes nessa ação, incluindo uma menina de quatro anos.
Em nota, as Forças de Defesa de Israel disseram atuar em Jabalia e nos arredores da Cidade de Gaza para “desmantelar infraestrutura terrorista e eliminar militantes”. O governo também comunicou ter matado, em 22 de agosto, Mahmoud Al-Aswad, apontado como chefe de inteligência de segurança do Hamas para Gaza Ocidental; o grupo não confirmou a morte.
Diplomacia e protestos
Nos Estados Unidos, o enviado especial Steve Witkoff afirmou que Donald Trump lideraria nesta quarta-feira uma reunião sobre Gaza na Casa Branca, prevendo solução para o conflito até o fim do ano. O Departamento de Estado informou que o secretário de Estado, Marco Rubio, se reuniria em Washington com o chanceler israelense, Gideon Saar.
Imagem: Maya Levin via valor.globo.com
Dentro de Israel, milhares de pessoas voltaram às ruas na terça-feira exigindo a interrupção da guerra e a libertação dos reféns ainda mantidos em Gaza. O governo israelense não se pronunciou sobre a mais recente proposta de cessar-fogo de 60 dias apoiada pelos Estados Unidos, aceita pelo Hamas na semana passada.
Saldo da guerra
O conflito teve início em 7 de outubro de 2023, quando militantes liderados pelo Hamas atacaram Israel, matando 1.200 pessoas e sequestrando 251. Desde então, a ofensiva israelense já provocou mais de 62 mil mortes palestinas, segundo autoridades de Gaza — números contestados por Israel.
A guerra desencadeou crise humanitária severa, com quase toda a população deslocada e vastas áreas do território devastadas. O Ministério da Saúde local relatou nesta quarta-feira mais 10 óbitos por desnutrição e fome, elevando o total para 313, entre eles 119 crianças.
Com informações de Valor Econômico
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