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Pesquisa indica que maioria dos brasileiros teme efeitos do tarifaço dos EUA na economia nacional

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Mais de dois terços dos brasileiros acreditam que o aumento das tarifas de importação aplicado pelos Estados Unidos trará prejuízos à economia do país, aponta pesquisa do Centro de Estudos Aplicados de Marketing (CEAM) da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). O levantamento, realizado em agosto com 1.000 entrevistados em todo o território nacional, seguiu os critérios da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (ABEP) para reproduzir o perfil demográfico da população.

O estudo revela que 67% dos participantes preveem impactos negativos para a economia brasileira e 40% temem reflexos diretos na vida da população. Apesar da preocupação, boa parte dos entrevistados admite conhecer pouco sobre o chamado “tarifaço”. Entre eles, 43% dizem ter apenas noção superficial do assunto e 26% afirmam não ter certeza ou nunca terem ouvido falar da medida. Apenas 19% declararam compreender claramente o que está em jogo.

Quando questionados sobre setores que podem ser mais afetados, 73% apontam o agronegócio e 68,7% a indústria. O comércio aparece com menor percepção de risco, citado por 53,9%. No geral, 51,3% acreditam que o Brasil sofrerá impactos diretos.

O posicionamento dos Estados Unidos também interfere na imagem do país: 63,2% dos entrevistados dizem que a postura norte-americana piora a opinião que têm sobre a nação, embora 53,9% afirmem que isso não altera a percepção sobre produtos fabricados lá. Em contrapartida, 57,2% relatam ter aumentado a confiança em itens produzidos no Brasil.

Os efeitos do tarifaço sobre preços dividem opiniões. Para 45,3%, a medida pode até colaborar para a queda de preços e da inflação. Mesmo assim, 60% planejam reduzir o consumo ou buscar alternativas mais baratas — nacionais ou importadas — como forma de se proteger de possíveis aumentos.

“Os dados mostram expectativa negativa em vários indicadores, especialmente no impacto geral e no consumo do dia a dia”, afirma o professor Flávio Santino Bizarrias, coordenador do CEAM. Segundo ele, o tema ainda é dinâmico e deve seguir influenciando o comportamento do consumidor.

Com informações de Valor Econômico

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