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Mercado brasileiro acompanha falas de Haddad e Galípolo enquanto exterior espera balanço da Nvidia

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São Paulo, 27 ago. (quarta-feira) – A quarta-feira começa com atenção redobrada às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enquanto investidores mundialmente aguardam o resultado trimestral da Nvidia, considerado termômetro para as ações de tecnologia.

Cenário local

Haddad concede entrevista às 11h e Galípolo participa de congresso da Fenabrave às 14h. Qualquer sinal sobre condução da política fiscal ou monetária pode influenciar os preços de Ibovespa, dólar e juros futuros.

Antes da abertura oficial do pregão, a Fundação Getulio Vargas informou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 4,4 pontos em agosto, para 90,4 pontos, pior nível desde outubro de 2023. Na média móvel trimestral, a queda foi de 2,8 pontos.

O Banco Central divulgou que o estoque total de crédito avançou 0,4% em julho frente a junho. No segmento de recursos livres, a inadimplência manteve-se em 5,2% e o spread bancário ficou em 31,6 pontos percentuais.

Fechamento de ontem

O Ibovespa encerrou a terça-feira em baixa de 0,18%, aos 137.771,39 pontos, com giro financeiro de R$ 20,2 bilhões. O dólar comercial subiu 0,34%, a R$ 5,434 na venda. Na curva de Depósitos Interfinanceiros (DI), as taxas avançaram em toda a extensão; o contrato para janeiro de 2027 terminou a 13,975% ao ano.

Agenda externa

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam perto da estabilidade. O mercado espera que a Nvidia divulgue, após o fechamento, crescimento de receita de 53,2% no segundo trimestre, para US$ 46,02 bilhões, segundo consenso LSEG. A busca por proteção elevou a volatilidade implícita das opções da ação.

Na Europa, as bolsas exibem desempenho misto, com o Stoxx 600 praticamente estável. Já na Ásia, os principais índices fecharam de forma dividida: Xangai cedeu 1,76%, enquanto o Nikkei avançou 0,30%.

Noticiário corporativo e geopolítico

• A Hochschild Mining reduziu a estimativa de produção da mina de ouro Mara Rosa (GO) para 35–45 mil onças em 2025, ante 94–104 mil, derrubando suas ações em até 19,6% em Londres.

• O governo japonês, em relatório mensal, voltou a alertar para os riscos das tarifas dos Estados Unidos e rebaixou, pela primeira vez em oito meses, a avaliação sobre lucros corporativos.

• Entrou em vigor hoje a ampliação das tarifas norte-americanas sobre produtos indianos, que podem chegar a 50%. A medida, adotada pelo presidente Donald Trump, azeda a relação com o premiê Narendra Modi.

• No front de commodities, o petróleo opera em leve queda: WTI a US$ 63,17 (-0,13%) e Brent a US$ 67,12 (-0,15%). O minério de ferro em Dalian recuou 0,64%, a 775,50 iuanes (US$ 108,42).

• A imprensa europeia relata que a União Europeia avalia eliminar tarifas sobre produtos industriais dos EUA até o fim da semana, condição imposta por Washington para reduzir impostos sobre veículos do bloco.

• Nos Estados Unidos, a diretora do Federal Reserve Lisa Cook pode protocolar ainda hoje ação judicial contra sua demissão ordenada por Trump, informou a CNBC.

Perspectiva do dia

A agenda doméstica esvaziada de indicadores deixa o foco nas declarações de autoridades econômicas brasileiras, enquanto o exterior se prepara para a divulgação dos números da Nvidia e avalia os desdobramentos das novas tarifas comerciais impostas por Washington.

Com informações de InfoMoney

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