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Morgan Stanley eleva preço-alvo da Sabesp para R$ 145 e mantém recomendação de compra

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São Paulo – O Morgan Stanley elevou de R$ 128 para R$ 145 o preço-alvo das ações da Sabesp (SBSP3) e reiterou a recomendação de compra. O banco vê espaço expressivo de expansão em meio ao volume de investimentos previsto para o saneamento básico no País.

Potencial do setor

Os analistas lembram que o Brasil estabeleceu a meta de atender 99% da população com água e 90% com coleta de esgoto até 2033. Para alcançar esse objetivo, são estimados aproximadamente R$ 900 bilhões em aportes, enquanto cerca de R$ 100 bilhões em projetos devem ir a leilão no curto prazo.

O Morgan Stanley projeta que companhias privadas ganharão participação de mercado por meio de aquisições, com destaque para Sabesp e Equatorial (EQTL3). Mesmo sem considerar crescimento inorgânico, o banco calcula potencial de valorização de 20% para as duas empresas e taxa interna de retorno real média de 12%.

Caso a Sabesp vença o programa UniversalizaSP, o relatório prevê acréscimo de R$ 6,00 por ação para SBSP3 e de R$ 1,00 por ação para EQTL3, considerando investimentos de R$ 25 bilhões e retorno 200 pontos-base acima do custo de capital.

Outras empresas cobertas

Para Copasa (CSMG3) e Sanepar (SAPR11), o Morgan Stanley manteve recomendação equal-weight e ajustou os preços-alvo para R$ 28 e R$ 40, respectivamente. Segundo o banco, os papéis apresentam relação risco-retorno equilibrada e visibilidade limitada de catalisadores decisivos. Nos últimos 12 meses, as ações do quarteto avançaram cerca de 26%, superando tanto o Ibovespa quanto o índice de energia elétrica (IEE).

Comentário do JPMorgan

Em relatório separado, o JPMorgan avaliou que a queda de quase 2% registrada pelas ações da Sabesp na véspera foi exagerada. O recuo ocorreu após o anúncio de medidas de economia de água devido ao nível de 40% de capacidade dos reservatórios, abaixo da média de cinco anos para agosto (55%).

As iniciativas incluem redução da pressão nas tubulações em horários específicos, o que pode afetar o volume distribuído. O JPMorgan estima impacto financeiro limitado, em torno de 2% do EBITDA do quarto trimestre de 2025 ou 0,1% do valor de mercado da companhia.

O banco ressalta que, em crises anteriores, os reservatórios chegaram a 10% da capacidade (2015) e que, desde então, a Sabesp investiu em novas fontes, como a usina de São Lourenço, que adicionou 5% à oferta total. Além disso, a existência de tarifa mínima para clientes, economia de energia com menor pressão e a possibilidade de revisão tarifária extraordinária são apontadas como fatores mitigadores.

Os analistas concluem que, apesar das preocupações de curto prazo, a Sabesp permanece em posição confortável para enfrentar o período seco.

Com informações de Infomoney

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