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Organização define padrões para qualificar escolas bilíngues no Brasil

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A Organização das Escolas Bilíngues Internacionais (OEBI) apresentou novos parâmetros para certificar instituições de ensino que oferecem programas em dois idiomas. Há 25 anos no mercado, a entidade busca padronizar práticas pedagógicas, assegurar consistência na carga horária e orientar a formação de profissionais que atuam nesse segmento.

Carga horária mínima por etapa

Para aderir à OEBI, a escola precisa estar regularizada – ou em processo de regularização – e cumprir requisitos de tempo de exposição ao segundo idioma. Na Educação Infantil, 75% da jornada diária deve ser realizada em língua estrangeira. No Ensino Fundamental I, o percentual exigido é de um terço da carga horária, enquanto no Fundamental II e no Ensino Médio o mínimo estipulado é de 25% das aulas.

Foco em qualificação docente

Além da carga horária, o regimento prevê critérios de capacitação para professores e funcionários, com o objetivo de criar ambiente de imersão linguística e cultural. “A experiência coletiva das escolas associadas mostra o que funciona na prática e ajuda a garantir um projeto pedagógico sólido”, afirma Beto Silveira, diretor de expansão da OEBI e CEO do Colégio Brasil Canadá.

Desafios mais comuns

Silveira aponta dois obstáculos recorrentes: divergência entre a proposta divulgada e o que é efetivamente praticado, e dificuldade de manter professores qualificados. “Muitas instituições vendem a ideia de serem bilíngues, mas não cumprem a carga horária nem contam com profissionais adequados; os pais só percebem depois de algum tempo”, observa.

Outro ponto mencionado é a necessidade de planejamento financeiro. Custos elevados para manter especialistas e materiais podem pressionar as mensalidades. “Implementar um ensino bilíngue consistente requer investimento e análise cuidadosa dos desafios”, acrescenta o diretor.

Chancela de qualidade

À frente do Colégio Brasil Canadá, Silveira destaca que a participação na OEBI funciona como selo de qualidade. “É uma forma de comprovar que seguimos práticas reconhecidas e oferecemos formação alinhada aos princípios do ensino bilíngue”, diz.

A OEBI defende ainda o avanço da regulamentação oficial para evitar o uso indiscriminado do termo “bilíngue” e ampliar o acesso a modelos de ensino que promovam benefícios cognitivos, culturais e profissionais aos estudantes.

Com informações de Valor Econômico

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