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Tel Aviv – Milhares de israelenses saíram às ruas neste domingo, 18, para pressionar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a negociar a libertação dos reféns ainda detidos em Gaza, enquanto o Hamas classificou de “genocídio” o novo plano de ataque israelense ao norte do enclave.
O Exército de Israel informou que começará a instalar, a partir deste domingo, tendas e outros abrigos no sul de Gaza. O objetivo, segundo as forças armadas, é retirar civis das áreas de combate antes de uma ofensiva contra a cidade de Gaza, maior centro urbano do território e uma das poucas regiões que permanecem fora do controle israelense.
Em comunicado, o Hamas afirmou que a proposta de evacuação representa “uma nova onda de genocídio e deslocamento” para centenas de milhares de palestinos. O grupo considera a distribuição de tendas uma “armadilha destinada a encobrir um crime brutal que as forças de ocupação pretendem cometer”.
Pressão interna
As críticas ao plano também vêm de dentro de Israel. Pesquisas de opinião indicam que a maioria da população é contrária à nova incursão, receio que se refletiu nos protestos realizados em diversas cidades. Em Tel Aviv, manifestantes empunhavam bandeiras israelenses, exibiam fotos dos cativos e entoavam palavras de ordem ao som de apitos, buzinas e tambores.
“Hoje, tudo deve parar para lembrarmos o valor mais alto de todos: a santidade da vida”, declarou Anat Angrest, mãe do refém Matan Angrest, aos repórteres na capital financeira do país.
Algumas empresas, como Apple e Microsoft, liberaram funcionários para participar dos atos. As escolas estavam em período de férias e não foram afetadas. A polícia prendeu 38 participantes, segundo balanço oficial.

Imagem: valor.globo.com
Posição do governo
Durante reunião de gabinete, Netanyahu disse que “quem pede o fim da guerra sem a derrota do Hamas” fortalece o grupo islâmico e coloca em risco o resgate dos reféns. O premiê, considerado o mais à direita da história do país, reafirmou a intenção de conquistar a cidade de Gaza.
A postura do governo gera preocupação entre familiares dos cerca de 50 reféns que ainda permanecem em Gaza — dos quais 20 estariam vivos, de acordo com autoridades israelenses. Quase dois anos após o início do conflito, a maioria das libertações foi alcançada por meio de negociações.
Contexto do conflito
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel, matando 1.200 pessoas e capturando 362 reféns. Desde então, a ofensiva israelense causou mais de 61 mil mortes palestinas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, além de provocar fome generalizada, deslocamento em massa e destruição ampla no enclave.
Com informações de Valor Econômico
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