...

Volatilidade marca ações do Banco do Brasil após lucro cair 60% e analistas mantêm postura cautelosa

Imagem destacada - Volatilidade marca ações do Banco do Brasil após lucro cair 60% e analistas mantêm postura cautelosa

AJUDE O PORTAL | COMPARTILHE EM SEUS GRUPOS

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) oscilaram intensamente nesta sexta-feira (15) depois da divulgação do balanço do segundo trimestre, que apontou queda de 60% no lucro líquido, para R$ 3,8 bilhões. Os papéis abriram em baixa, chegaram a virar para o campo positivo e permaneceram voláteis durante todo o pregão.

Reações de analistas

Entre 11 casas acompanhadas pela LSEG, três recomendam compra, sete mantêm posição neutra e uma indica venda. A Ativa Research rebaixou sua avaliação de “compra” para “neutro” e colocou o preço-alvo em revisão, citando desempenho fraco da carteira de crédito do agronegócio e aumento das provisões após a Resolução CMN 4.966/21.

A Monte Bravo reiterou recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 22,50, equivalente a potencial de alta de 13% frente ao último fechamento. A corretora destacou que o banco reduziu a projeção de lucro de 2024 para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões (antes, R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões) e elevou a estimativa de provisão para devedores duvidosos (PDD) para R$ 53 bilhões a R$ 56 bilhões. O payout de dividendos foi ajustado para 30% do lucro, o que implica dividend yield entre 5,5% e 6,5% no cenário central.

A equipe da corretora afirmou que o banco negocia a múltiplos atrativos, mas manteve cautela quanto à capacidade de entrega das novas metas. Segundo os analistas, a instituição teria condições de voltar a lucros anuais de R$ 30 bilhões a R$ 35 bilhões, embora não haja clareza sobre o prazo para essa recuperação.

Projeções e perspectivas

Em teleconferência, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, informou que a inadimplência deve continuar pressionando os resultados no terceiro trimestre devido à carteira de agronegócio, com expectativa de melhora apenas no fim do ano.

XP, BTG Pactual, Morgan Stanley, JPMorgan, Goldman Sachs, Itaú BBA e Genial Investimentos também mantêm recomendação neutra para BBAS3. A XP destacou a persistência da inadimplência em julho, enquanto o BTG observou que os resultados deterioram-se “de elevador” e a recuperação tende a ocorrer “de escada”. Para o JPMorgan, ciclos de crédito prolongados justificam cautela; o Goldman Sachs vê riscos de execução nas novas metas; e o Itaú BBA busca maior visibilidade sobre a qualidade dos ativos.

Na ponta positiva, a Eleven Financial mantém indicação de compra, mas com horizonte de médio prazo. O analista Malek Zein avaliou que o guidance de lucro para 2025 é otimista e difícil de cumprir, apontando que o ano pode ser o pior em duas décadas em termos de retorno sobre patrimônio (ROE). Mesmo assim, ele acredita que a cotação atual — abaixo de 0,7 vez o valor patrimonial — já embute boa parte dos riscos, com expectativa de normalização do retorno sobre capital até meados de 2027.

Veja Também  Rui Costa alerta que retirar taxação sobre altas rendas da reforma do IR ameaça manutenção de escolas e hospitais

Com a queda de aproximadamente 15% no ano, BBAS3 segue no radar dos investidores, mas a maioria dos especialistas prefere aguardar maior clareza sobre a trajetória da carteira de crédito e a eficácia das medidas de provisão antes de recomendar novas compras.

Com informações de InfoMoney

Anúncios
Teste Gratuito terminando em 00:00:00
Teste o ArtigosGPT 2.0 no seu Wordpress por 8 dias

Disclaimer

As informações disponibilizadas no Portal Finanças e Futuro (https://financasefuturo.com.br) têm caráter exclusivamente informativo e educativo. Todo o conteúdo publicado reflete opiniões e análises baseadas em estudos e experiências pessoais, e não constitui recomendação formal de investimentos, consultoria financeira, contábil, jurídica ou qualquer outro tipo de aconselhamento profissional.

Reforçamos que o mercado financeiro envolve riscos e que cada leitor deve realizar sua própria análise, considerando seu perfil, objetivos e situação financeira, antes de tomar qualquer decisão. É altamente recomendável consultar um profissional devidamente certificado para obter orientações específicas.

O Finanças e Futuro e seus autores não se responsabilizam por quaisquer perdas, danos ou prejuízos decorrentes do uso das informações contidas neste site.

Ao acessar este blog, você concorda com os termos deste disclaimer.