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Governadores brasileiros alinhados à direita têm destacado o presidente argentino, Javier Milei, como principal referência política e econômica, enquanto reduzem manifestações públicas de apoio ao ex-presidente norte-americano Donald Trump desde o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil.
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ToggleEncontro cancelado
A aproximação seria reforçada em junho, em um evento organizado pela Consulting House para reunir empresários e lideranças políticas. A presença de Milei chegou a ser confirmada, mas foi cancelada, informou o colunista Lauro Jardim, de O Globo.
Santa Catarina busca turistas argentinos
Na semana passada, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), recebeu o secretário argentino de Turismo, Esporte e Meio Ambiente, Daniel Scioli, ex-embaixador no Brasil durante a gestão Bolsonaro. O encontro tratou de ações para atrair visitantes da Argentina, mercado que já coloca Florianópolis como destino brasileiro mais procurado para o verão de 2025, segundo a plataforma Booking.com.
“A Argentina é uma grande parceira. No verão, Santa Catarina se torna uma extensão do país”, declarou Jorginho, lembrando que Milei esteve no estado em 2023 para a Conferência de Ação Conservadora (CPAC), ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O catarinense também esteve em Buenos Aires, em dezembro do mesmo ano, para a posse do líder argentino, acompanhado dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cláudio Castro (PL-RJ).
Caiado critica Lula e cita negociação de Milei
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), passou a exaltar Milei ao comentar o tarifaço dos EUA — medida rejeitada por 71% dos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest. “Outras nações sentaram à mesa, mas o Brasil se isolou”, afirmou, direcionando críticas ao presidente Lula.
Dilema político-econômico
Para analistas, governadores de direita enfrentam o desafio de proteger economias estaduais atingidas pelas tarifas, sem romper com a base bolsonarista que historicamente admira Trump. O cenário afeta especialmente São Paulo, onde o setor produtivo é um dos mais prejudicados.
Imagem: infomoney.com.br
Tarcísio de Freitas tentou negociar diretamente com a Embaixada dos EUA logo após o anúncio das taxas, provocando desconforto com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em evento do banco Safra, o paulista voltou a citar Milei: “Se você me perguntasse há um ano se seria possível cortar 5% do PIB em gasto público, eu diria que não, mas foi”.
Ecos em outros estados
No Paraná, o governador Ratinho Júnior (PSD) celebrou a vitória de Milei com a frase “A liberdade venceu”, publicada no X (ex-Twitter) ainda em 2023. Já o mineiro Romeu Zema (Novo) afirmou à Folha de S.Paulo que o Brasil deve adotar cortes de despesa semelhantes aos implementados pelo vizinho argentino.
Ao mesmo tempo em que tentam preservar a imagem liberal e conservadora perante seus eleitores, os governadores procuram alternativas para amenizar impactos econômicos locais, deslocando o foco de Trump para Milei como símbolo de alinhamento ideológico.
Com informações de InfoMoney
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